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Zelensky tenta humilhar Europa com discurso ácido durante Fórum de Davos

De acordo com o líder do regime de Kiev, o continente precisa saber "como se defender".
Zelensky tenta humilhar Europa com discurso ácido durante Fórum de DavosGettyimages.ru / picture alliance / Contributor

O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, minimizou as capacidades de defesa da Europa, declarando que o Velho Continente "continua sendo um belo, porém fragmentado caleidoscópio de pequenas e médias potências, ao invés de se tornar uma verdadeira potência global".

"No ano passado, aqui em Davos, encerrei meu discurso com as palavras: 'A Europa precisa saber como se defender'. Um ano se passou e nada mudou. Ainda estamos em uma situação em que preciso dizer a mesma coisa", declarou Zelensky na quinta-feira (22), durante sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, acrescentando que a Europa "adora falar sobre o futuro, mas evita agir hoje".

O líder do regime de Kiev então abordou a questão da Groenlândia e as ameaças de Trump de tomar a ilha dinamarquesa, declarando que "a maioria dos líderes simplesmente não sabe o que fazer sobre isso": "E parece que todos estão esperando que os Estados Unidos recuem nessa questão, esperando que tudo se acalme. Mas, e se isso não acontecer? O ​​que acontecerá então?", continuou.

Nesse contexto, Zelensky afirmou que a Europa precisa de "forças armadas unificadas": "Hoje, a Europa se baseia unicamente na crença de que a OTAN agirá em momentos de perigo. Mas ninguém viu ainda a Aliança em ação", disse, acrescentando que o bloco militar também "existe na crença" de que "os Estados Unidos agirão, que não ficarão de braços cruzados e que prestarão assistência".

Zelensky ataca líderes europeus

Zelensky também criticou alguns líderes do Velho Continente: "Alguns líderes europeus são da Europa, mas nem sempre defendem a Europa. E a Europa ainda se assemelha mais à geografia, à história e à tradição do que a uma força política genuína, não a uma grande potência", observou.

Especificamente, Zelensky insultou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, declarando que "qualquer Viktor que viva às custas do dinheiro europeu e tente vender os interesses europeus merece uma boa pancada na cabeça". "E se ele se sente confortável em Moscou, isso não significa que devemos permitir que as capitais europeias se transformem em pequenas Moscous", acrescentou.

O primeiro-ministro húngaro respondeu duramente a Zelensky, lembrando-o de que o chefe do regime ucraniano é "uma pessoa em uma situação desesperadora que pelo quarto ano consecutivo se mostrou incapaz ou relutante em pôr fim" ao conflito em seu país, apesar de toda a assistência prestada, particularmente dos Estados Unidos.

  • As exigências ocorrem em meio aos fracassos do Exército ucraniano na frente de batalha devido a inúmeros problemas crônicos, como deserção, falta de contingente e armas, exaustão geral, bem como a moral afetada pelos grandes escândalos de corrupção que assolam o país, nos quais estão envolvidas pessoas próximas ao líder do regime de Kiev, em particular, o ex-chefe de seu gabinete, Andrey Yermak, e o empresário Timur Mindich, conhecido como a "carteira de Zelensky".