
Caracas desmente 'fake news' da mídia ocidental sobre Delcy Rodríguez

O governo venezuelano desmentiu na quinta-feira (22) uma reportagem do jornal britânico The Guardian, classificando como falsa a afirmação de que a presidente encarregada do país, Delcy Rodríguez, teria assegurado aos Estados Unidos, mesmo antes do sequestro do presidente Nicolás Maduro, que cooperaria com os americanos.
A publicação, apresentada como exclusiva, alega, com base em "quatro fontes altamente envolvidas nas discussões" — cujos nomes são mantidos em sigilo —, que tanto Delcy quanto seu irmão, Jorge Rodríguez, atual presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, "asseguraram secretamente a autoridades americanas e do Catar, por meio de intermediários, que receberiam bem a saída de Maduro".
— Miraflores Al Momento (@AlMomento_M) January 22, 2026
O artigo tenta dar credibilidade a essa versão dos fatos, já refutada por Caracas, mencionando um suposto ceticismo em relação a presidente encarregada, expresso em privado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, bem como outras reportagens publicadas em veículos alinhados à retórica de Rubio, como o Miami Herald, e fazendo alusão a Mauricio Claver-Carone, enviado oficial do Departamento de Estado para a América Latina. Nenhum dos dois comentou o assunto com o site de notícias britânico.

Da mesma forma, o artigo cita uma reportagem da Reuters que alegava falsamente que o ministro venezuelano do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, teria mantido conversas com autoridades da Casa Branca às escondidas de Maduro.
"Negamos categoricamente as informações maliciosas publicadas nas redes sociais a respeito de supostas conversas secretas e conspiratórias que buscam dividir a liderança política do país e minar o prestígio e a integridade revolucionária de Diosdado Cabello", informa um comunicado oficial do Palácio de Miraflores divulgado no último domingo (18).
Recentemente, o governo venezuelano refutou outras reportagens publicadas em sites de mídia e agências de notícias que alegavam falsamente que a presidente encarregada teria condecorado um funcionário da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA); de que Rodríguez estaria "sob investigação dos EUA" há vários anos por supostos vínculos com o narcotráfico; e de ela que teria protegido "seus bens" diante de uma mudança política em seu país.
