O encontro entre o presidente russo Vladimir Putin e o enviado da Casa Branca Steve Witkoff, que ocorreu nesta quinta-feira (22), chegou ao fim. A reunião durou mais de três horas e meia.
A delegação dos Estados Unidos chegou a Moscou para discutir questões relacionadas a um acordo de paz para pôr fim ao conflito ucraniano.
Quem participou da reunião?
Delegação russa:
- Vladimir Putin, Presidente da Rússia;
- Yuri Ushakov, conselheiro presidencial russo;
- Kirill Dmitriev, enviado especial da Presidência da Rússia e CEO do Fundo Russo de Investimento Direto.
Delegação dos Estados Unidos:
- Steve Witkoff, o enviado da Casa Branca;
- Jared Kushner, conselheiro sênior e genro de Donald Trump;
- Josh Gruenbaum, assessor da Casa Branca e comissário do Serviço Federal de Aquisições dos Estados Unidos.
Objetivos do encontro
O Kremlin anunciou que a resolução do conflito na Ucrânia e a possível participação do presidente russo no Conselho de Paz, organização criada por Donald Trump para administrar o governo de Gaza, estão na pauta da reunião.
Os representantes de Washington aterrissaram no aeroporto de Vnukovo, em Moscou, por volta das 22h35 (horário local). Eles fazem parte da equipe do governo americano que trabalha para promover um acordo de paz para pôr fim ao conflito ucraniano.
- Esta é a segunda visita conjunta de Witkoff e Kushner à capital russa, embora o próprio Witkoff tenha se reunido com Putin em diversas ocasiões em 2025. Moscou enfatizou que considera a continuidade do diálogo com Washington "necessária, relevante e importante".
- O presidente russo reiterou diversas vezes o compromisso de Moscou em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Em particular, enfatizou que a segurança da Rússia a longo prazo deve ser garantida em primeiro lugar e, portanto, é importante eliminar as causas profundas do conflito, incluindo a expansão da OTAN, que Moscou considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
- A proposta de Moscou estipula que Kiev retire completamente suas tropas das Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022) e reconheça esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como integrantes da Federação da Rússia. Além disso, exige garantias de neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.
- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, enfatizou que os Estados Unidos são "o único país ocidental preparado para enfrentar a tarefa de eliminar as causas profundas" do conflito armado na Ucrânia.
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