
Trump sobre o petróleo venezuelano: 'Empresas americanas começarão as perfurações muito em breve'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (22) que as empresas petrolíferas americanas começarão a trabalhar na Venezuela "muito em breve" para iniciar a perfuração em busca de petróleo bruto venezuelano.
"As empresas americanas começarão a perfurar muito em breve", disse o presidente, que também se gabou de que seu país possui as "maiores empresas de petróleo do mundo".

"stão todos negociando neste momento", disse Trump durante uma coletiva de imprensa a bordo do Air Force One. O presidente acrescentou que, assim que o petróleo venezuelano começar a ser extraído, os preços da gasolina nos Estados Unidos começarão a cair para níveis de US$ 1,99 (R$ 10,52) ou US$ 2,30 (R$ 12,16) por galão.
Trump também reiterou que, nas negociações energéticas entre Washington e Caracas, a Venezuela já enviou "mais de 50 milhões de barris". O presidente afirmou que esses novos acordos petrolíferos irão melhorar as economias tanto dos Estados Unidos quanto da Venezuela. "A Venezuela vai ser melhor do que nunca ", disse ele, acrescentando que os venezuelanos em breve serão "muito ricos".
Questionado sobre seu relacionamento com a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, e se permitiria que a alta funcionária permanecesse no poder após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante um ataque dos Estados Unidos ao país latino-americano, Trump disse: "Delcy tem demonstrado uma liderança muito forte até agora."
Entretanto, quando questionado sobre sua conversa com a líder extremista da oposição, María Corina Machado, que promoveu a invasão e o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, que deixou mais de 100 mortos nos bombardeios, o chefe da Casa Branca a descreveu como uma "boa mulher" com quem ele também tem um "ótimo relacionamento". "Me dou bem com os dois lados", comentou.
Questionado se os EUA defenderiam novas eleições na Venezuela, Trump disse que, neste momento, Washington está interessado apenas em recuperar o dinheiro que as empresas americanas perderam desde que pararam de explorar o petróleo venezuelano.
Agressão dos EUA e sequestro de Maduro
- Sob o pretexto de combater o narcoterrorismo, os EUA lançaram uma agressão militar maciça em 3 de janeiro em território venezuelano, afetando Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A operação culminou com o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York. As áreas visadas eram principalmente de interesse militar, abrigando sistemas de defesa aérea e infraestrutura de comunicações, embora áreas urbanas também tenham sido afetadas, resultando em vítimas civis.
- Caracas descreveu as ações de Washington como uma "agressão militar gravíssima" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, numa tentativa de quebrar à força a independência política do país".
- Diversos países ao redor do mundo, incluindo Rússia e China, pediram a libertação de Maduro e de sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer interferência externa.
- Segundo o Ministério do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, pelo menos 100 pessoas morreram no ataque, incluindo 32 cubanos do grupo que protegia Maduro.
- No domingo (18), o governo venezuelano negou categoricamente as reportagens da Reuters sobre supostas conversas entre o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e os Estados Unidos antes do sequestro de Maduro. Refutaram também as "notícias falsas" sobre uma suposta condecoração de agentes de inteligência estrangeiros, afirmando que se tratava de uma campanha para semear desconfiança dentro das forças governantes.


