Trump sobre futura eleição na Venezuela: 'Primeiro temos que recuperar o dinheiro'

O presidente dos Estados Unidos atribuiu a situação econômica de Caracas a deficiências de gestão e não ao regime de sanções imposto por Washington há mais de uma década.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou-se nesta quinta-feira (22) a dar detalhes sobre quando as eleições poderiam ser realizadas na Venezuela, dizendo que sua prioridade é "arrecadar muito dinheiro".

"Em primeiro lugar, eles precisam... sabe, precisamos arrecadar muito dinheiro para recuperar isso agora. Eles não estão vivendo bem por causa do que vem acontecendo há anos. Na verdade, são anos de socialismo", argumentou ele, após uma pergunta da imprensa.

Embora Trump tenha atribuído a situação econômica da Venezuela à má gestão das autoridades locais, Washington impôs, por mais de uma década, mais de mil sanções que impactaram significativamente a economia do país.

A lista inclui, entre outras coerções, a impossibilidade de comercializar petróleo bruto – a principal fonte de recurso –, a expulsão do sistema financeiro internacional, a confiscação ilegal de bens, bem como punições para países terceiros e empresas que ousaram contornar o bloqueio.

As medidas foram acompanhadas de inúmeras pressões diplomáticas e políticas, e ameaças de uso da força, que se concretizaram em 3 de janeiro de 2023, com o bombardeio de Caracas pelas forças norte-americanas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro.

Por outro lado, Delcy Rodríguez, vice-presidente do governo liderado por Maduro, assumiu o cargo de presidente encarregada da nação bolivariana em 5 de janeiro, após decisão do Supremo Tribunal de Justiça que interpreta os artigos do texto constitucional relativos à cadeia de comando, uma vez que não contemplam a situação específica da remoção ilegal do chefe de Estado.

Agressão dos EUA e sequestro de Maduro