Notícias

Trump sobre a taxa de entrada no Conselho da Paz: 'É muito dinheiro, mas não é nada comparado ao valor da paz'

Trump sobre a taxa de entrada no Conselho da Paz: 'É muito dinheiro, mas não é nada comparado ao valor da paz'Gettyimages.ru / Chip Somodevilla

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que alguns países que integram o Conselho de Paz para supervisionar a situação na Faixa de Gaza contribuíram com sua cota de US$ 1 bilhão.

"Alguns países já contribuíram com US$ 1 bilhão. Outros já contribuíram com muito mais. E isso é muito dinheiro, mas não é nada comparado com o valor da paz", afirmou o presidente americano em uma coletiva de imprensa a bordo do Air Force One.

Em seu discurso, ele também destacou que a paz tem um impacto significativo para todas as nações, mesmo aquelas que não participam diretamente dos conflitos. "É muito destrutivo para todos quando há guerras", acrescentou.

Trump também lembrou que tem o direito de presidir seu recém-criado Conselho da Paz por toda a vida, mas não tem certeza se deseja fazê-lo. "Em teoria, é vitalício, mas não tenho certeza se quero isso", afirmou o presidente a jornalistas nesta quinta-feira.

Ao mesmo tempo, afirmou que os membros "gostariam" que assim fosse. "Vou decidir e ver o que acontece", sublinhou. Por outro lado, ele previu que o órgão fará um "ótimo trabalho na Faixa de Gaza". "E talvez outras coisas, você sabe, poderia ser além de Gaza", continuou, explicando que eles trabalharão em conjunto com a ONU. "Acho que trabalhar com o Conselho da Paz será algo bom para as Nações Unidas".

Um concorrente da ONU?

O presidente dos EUA celebrou no mesmo dia a cerimônia de assinatura dos estatutos do seu Conselho da Paz. "Hoje, o mundo está mais rico, mais seguro e muito mais pacífico do que há apenas um ano", afirmou durante seu discurso. "Assim que o Conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. Faremos isso em colaboração com a ONU", destacou Trump.

Na lista de fundadores do órgão, juntamente com o presidente americano, figuram os líderes da Argentina, Armênia, Indonésia, Azerbaijão, Hungria, Cazaquistão, Paquistão e outros países.

Anteriormente, foi informado que cerca de 60 países haviam sido convidados para a organização. De acordo com o enviado especial do presidente americano, Steve Witkoff, cerca de 25 países aceitaram o convite.

Preocupações sobre os poderes do conselho

A imprensa internacional indica que a ideia de Trump poderia competir com a ONU. O Financial Times informa que o documento de criação do conselho destaca a necessidade de um "órgão internacional de construção da paz mais ágil e eficaz".

Confira a lista completa dos países que assinaram a carta do Conselho da Paz de Trump.