O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, observou nesta quinta-feira (22) que tem o direito de presidir o recém-criado Conselho da Paz para a Faixa de Gaza vitaliciamente, mas não tem certeza se deseja fazê-lo.
"Em teoria, é vitalício, mas não tenho certeza se quero isso", disse o presidente a repórteres. Ao mesmo tempo, afirmou que os membros "gostariam" que fosse assim. "Vou decidir e ver o que acontece", concluiu.
Além disso, Trump previu que a organização faria um "ótimo trabalho na Faixa de Gaza".
"E talvez outras coisas, sabe, poderia ir além de Gaza", continuou, explicando que trabalhariam em conjunto com a ONU. "Acho que trabalhar com o Conselho de Paz será algo bom para as Nações Unidas", declarou.
Um concorrente da ONU?
Donald Trump realizou nesta quinta-feira a cerimônia de assinatura dos estatutos de seu Conselho da Paz. "Hoje, o mundo é mais rico, mais seguro e muito mais pacífico do que era há apenas um ano", afirmou em seu discurso.
"Assim que o Conselho estiver totalmente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. Faremos isso em parceria com a ONU", observou o mandatário norte-americano.
A lista de fundadores da organização, além do presidente dos Estados Unidos, inclui os líderes da Argentina, Armênia, Belarus, Indonésia, Azerbaijão, Hungria, Cazaquistão, Paquistão e outros países.
Anteriormente, havia sido noticiado que cerca de 60 países haviam sido convidados a participar da organização, informou a Bloomberg. De acordo com o enviado especial do presidente dos estados Unidos, Steve Witkoff, citado pela CBS News, cerca de 25 países aceitaram o convite.
Preocupações sobre poderes do conselho
Notícias da imprensa internacional indicam que a ideia de Trump poderia competir com a ONU. O Financial Times relatou que o documento fundador do conselho destaca a necessidade de um "órgão internacional de consolidação da paz mais ágil e eficaz".
"O Conselho da Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legal e garantir a paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos", afirma o estatuto citado pelo jornal.
Entretanto, um funcionário americano disse ao portal Axios que o órgão não se concentrará exclusivamente em Gaza.