Trump: 'Zelensky gostaria de chegar a um acordo'

Segundo o presidente dos Estados Unidos, a negociação é "complexa" e continua a ser dificultada "pelos mesmos motivos" que a têm atrasado "durante o último ano".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (22) que o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, "gostaria de chegar a um acordo de paz" com a Rússia.

"[Zelensky] disse que gostaria de chegar a um acordo. Quer dizer, não há mais nada a dizer. As pessoas conhecem os parâmetros. Não é como se estivéssemos discutindo coisas que já foram discutidas por seis ou sete meses. E ele veio e disse que quer chegar a um acordo", declarou o presidente em conversa com jornalistas, após ser questionado sobre a reunião bilateral que ambos tiveram em Davos, na Suíça.

Em relação aos obstáculos para a conclusão da negociação, Trump aludiu à dificuldade inerente ao cenário de 'guerra', bem como à persistência de questões não resolvidas "no último ano", embora tenha afirmado estar confiante em sua capacidade de resolver a questão subjacente, porque "já havia conseguido isso em outras cinco 'guerras'" que, segundo ele, resolveu. 

"O principal obstáculo é o mesmo que vem impedindo o avanço das operações no último ano. Veja bem, isto é uma 'guerra', uma luta, uma 'guerra' que nunca deveria ter acontecido. Mas é complexo porque há fronteiras, ruas, rios, tudo ao redor, então é um pouco complicado. Mas já enfrentei isso em cinco das outras guerras", disse.

Ao encerrar sua conversa com Trump, Zelensky anunciou à imprensa que a primeira reunião trilateral entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia será realizada nos dias 23 e 24 de janeiro, nos Emirados Árabes Unidos. 

Por sua vez, Donald Trump afirmou que "qualquer momento é um bom momento" para realizar uma reunião entre Moscou, Washington e Kiev. O mandatário norte-americano enfatizou que a Rússia e a Ucrânia estão há três anos sem negociações. "Vamos nos encontrar e ver o que acontece. Espero que possamos salvar muitas vidas", acrescentou.