O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou nesta quinta-feira (22) a possibilidade de uma reunião trilateral entre Moscou, Washington e Kiev com o objetivo de pôr fim ao conflito ucraniano.
"Qualquer encontro é bom. Se não houver encontros, nada acontecerá", disse o presidente americano, observando que Rússia e Ucrânia não negociam há três anos.
"Com Biden, ninguém se reuniu e, como vocês sabem, se não houver encontro, nada acontecerá. Então, vamos nos reunir e ver o que acontece. Espero que possamos salvar muitas vidas", acrescentou.
- O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou diversas vezes o compromisso de Moscou em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Em particular, enfatizou que a segurança da Rússia a longo prazo deve ser garantida em primeiro lugar e, portanto, é importante eliminar as causas profundas do conflito, incluindo a expansão da OTAN, que Moscou considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
- A proposta de Moscou estipula que Kiev retire completamente suas tropas das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022) e reconheça esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como integrantes da Federação da Rússia. Além disso, exige garantias de neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.
- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, enfatizou que os Estados Unidos são "o único país ocidental preparado para enfrentar a tarefa de eliminar as causas profundas" do conflito armado na Ucrânia.