Premiê da Bélgica expõe racha na União Europeia sobre sanções contra a Rússia

Bart De Wever afirmou que nem todos os países do bloco mantêm postura pró-Ucrânia e alertou para riscos envolvendo ativos russos confiscados.

O primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, afirmou nesta quinta-feira (22) que há países da União Europeia que não mantêm uma posição pró-Ucrânia e que isso pode impactar a prorrogação das sanções impostas à Rússia. A declaração foi feita durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Segundo De Wever, "a crua realidade é que alguns países europeus não são tão pró-ucranianos" e, em determinado momento, podem afirmar: "não queremos prorrogar mais as sanções".

O premiê destacou que a União Europeia não funciona como um Estado único, mas como uma confederação, o que exige consenso entre todos os membros para a tomada de decisões.

"A Europa não é um país. Não é um super-Estado com um líder supremo", declarou.

De Wever também alertou para as consequências caso ativos russos confiscados sejam utilizados sem um acordo duradouro entre os países da UE.

De acordo com o premiê, se esses recursos forem gastos e posteriormente precisarem ser devolvidos por falta de consenso em Bruxelas, "haverá um grave problema".