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Putin se reúne com enviado especial de Trump para discutir a paz na Ucrânia

O enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, chegou à Rússia em visita oficial.
Putin se reúne com enviado especial de Trump para discutir a paz na UcrâniaKremlin Press Office

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reúne nesta quinta-feira (22) com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, que chegou a Moscou a pedido da Rússia, juntamente com o genro de Donald Trump, Jared Kushner.

Os dois representantes de Washington aterrissaram no aeroporto de Vnukovo, em Moscou, por volta das 22h35 (horário local). Eles fazem parte da equipe do governo norte-americano que trabalha para promover um acordo de paz que coloque fim ao conflito na Ucrânia.

A reunião conta também com a presença de Kirill Dmitriev, enviado especial da Administração Presidencial da Rússia e CEO do Fundo Russo de Investimento Direto, Yuri Ushakov, conselheiro presidencial russo, e Josh Gruenbaum, conselheiro da Casa Branca e comissário do Serviço Federal de Aquisições dos Estados Unidos.

Na quarta-feira (21), Witkoff enfatizou que "progressos significativos foram feitos nas negociações com a Rússia em relação à Ucrânia".

O presidente russo, por sua vez, indicou que pretende discutir com Witkoff a questão da participação no Conselho de Paz, para o qual Moscou está preparada para alocar US$ 1 bilhão em ativos russos congelados durante o governo anterior dos EUA, "dada a relação especial da Rússia com o povo palestino".

  • Esta é a segunda visita conjunta de Witkoff e Kushner à capital russa, embora o próprio Witkoff tenha se reunido com Putin em diversas ocasiões em 2025. Moscou enfatizou que considera a continuidade do diálogo com Washington "necessária, relevante e importante".
  • O presidente russo reiterou diversas vezes o compromisso de Moscou em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Em particular, enfatizou que a segurança da Rússia a longo prazo deve ser garantida em primeiro lugar e, portanto, é importante eliminar as causas profundas do conflito, incluindo a expansão da OTAN, que Moscou considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
  • A proposta de Moscou estipula que Kiev retire completamente suas tropas das Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022) e reconheça esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como integrantes da Federação da Rússia. Além disso, exige garantias de neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.
  • O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, enfatizou que os Estados Unidos são "o único país ocidental preparado para enfrentar a tarefa de eliminar as causas profundas" do conflito armado na Ucrânia.