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Enviado especial de Trump chega a Moscou para se encontrar com Putin

Entre os temas a serem discutidos estão a resolução do conflito em torno da Ucrânia, bem como a possível participação do presidente russo no Conselho de Paz, idealizado pela Casa Branca.
Enviado especial de Trump chega a Moscou para se encontrar com PutinRT

O enviado especial da Casa Branca, Steven Witkoff, e o genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jared Kushner, chegaram a Moscou nesta quinta-feira (22).

Ambos fazem parte da equipe do governo americano que trabalha para promover um acordo de paz para pôr fim ao conflito ucraniano e devem se reunir com o presidente russo Vladimir Putin para discutir este e outros assuntos.

O Kremlin já havia indicado que, entre os assuntos a serem discutidos durante a reunião, estão a resolução do conflito em torno da Ucrânia, bem como a possibilidade de participação de Putin no Conselho de Paz, idealizado por Donald Trump para monitorar a situação na Faixa de Gaza.

  • Esta é a segunda visita conjunta de Witkoff e Kushner à capital russa, embora o próprio Witkoff tenha se reunido com Putin em diversas ocasiões em 2025. Moscou enfatizou que considera a continuidade do diálogo com Washington "necessária, relevante e importante".
  • O presidente russo reiterou diversas vezes o compromisso de Moscou em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Em particular, enfatizou que a segurança da Rússia a longo prazo deve ser garantida em primeiro lugar e, portanto, é importante eliminar as causas profundas do conflito, incluindo a expansão da OTAN, que Moscou considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
  • A proposta de Moscou estipula que Kiev retire completamente suas tropas das Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022) e reconheça esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como integrantes da Federação da Rússia. Além disso, exige garantias de neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.
  • O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, enfatizou que os Estados Unidos são "o único país ocidental preparado para enfrentar a tarefa de eliminar as causas profundas" do conflito armado na Ucrânia.