O Vaticano confirmou na quarta-feira (21) ter recebido um convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do "Conselho da Paz" voltado à reconstrução da Faixa de Gaza. Segundo o secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, a iniciativa está em avaliação e ainda não há uma decisão definida.
"Nós também recebemos o convite para o Conselho da Paz para Gaza. O Papa o recebeu e estamos vendo o que fazer; estamos analisando em profundidade (...). É um tema que exige um pouco de tempo para dar uma resposta", afirmou Parolin a jornalistas.
Parolin informou que Trump "está solicitando a participação de vários países" e observou que, pelo que leu na imprensa, "a Itália também está refletindo sobre aderir ou não".
O secretário de Estado descartou uma eventual contribuição financeira por parte do Vaticano e indicou que a Santa Sé teria um papel distinto dos demais países.
"Não estamos nem mesmo em posição de fazer isso. Evidentemente, nos encontramos em uma situação diferente em relação a outros países", disse.
Na mesma declaração aos jornalistas, Parolin reafirmou que o Vaticano reconhece o Estado da Palestina "há 10 anos" e pontuou que a Santa Sé apoia a solução de dois Estados.
Questionado sobre tensões entre Estados Unidos e Europa, Parolin afirmou que "tensões não são saudáveis" e "criam um clima que piora a situação internacional".
Ao comentar declarações de Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos, sobre o interesse dos Estados Unidos na Groenlândia, o cardeal destacou a importância de "respeitar o direito internacional".
Para conhecer o plano de Trump para Gaza em detalhes, leia nosso artigo.