FOTO: ICE prende criança de 5 anos em operação à paisana para deportação

A criança teria sido usado como "isca" pelos agentes para que eles pudessem entrar na casa e verificar se havia outros familiares.

Agentes do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE) dos EUA provocaram uma nova controvérsia ao deter uma criança de cinco anos para fins de deportação no estado do Minnesota, revelou a mídia local MPR News, na quarta-feira (21).

Os responsáveis pelo Distrito Escolar Público de Columbia Heights denunciaram que Liam Ramos foi detido na terça-feira (20) à tarde quando chegava a casa com o pai, depois de ter ido à sua aula do pré-escolar. A criança foi detida quando ainda carregava nas costas sua pequena mochila, de acordo com a reportagem.

Supostamente, a criança teria sido usada como "isca", já que os agentes a acompanharam e bateram na porta de sua casa, para que os residentes abrissem e possibilitassem sua entrada, a fim de verificar se havia outros familiares e, eventualmente, detê-los.

Detenção infantil

"Por que deter uma criança de cinco anos? Não me diga que essa criança será classificada como um criminoso violento", advertiu a superintendente escolar Zena Stenvik, garantindo que a família de Ramos cumpriu as normas legais dos EUA e solicitou asilo, cujo pedido está em processo e esvazia a justificativa de deportação.

Marc Prokosch, advogado da família Ramos, revelou que ainda não sabem o paradeiro da criança e do pai, embora seja provável que tenham sido levados para uma cela familiar no Texas. "Isso é simplesmente crueldade", disse o advogado, confirmando que nenhum dos detidos violou as leis de imigração dos EUA.

Pouco antes, os agentes prenderam um adolescente de 17 anos, que foi retirado à força de seu carro. Os casos já somam quatro menores capturados por policiais encapuzados em um período de apenas duas semanas.

As detenções de crianças aumentam ainda mais a tensãoque existe em Minnesota, um estado convulsionado por protestos em massa contra as batidas anti-imigrantes ordenadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e que se intensificaram depois que um agente do ICE assassinou a poeta americana Renee Good.