Clinton ficam mais perto de acusação por desacato após se recusarem a depor no caso Epstein

"Ninguém está acima da lei, e a justiça deve ser aplicada de forma igual, independentemente do cargo, da trajetória ou do prestígio", afirmou James Comer, presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes.

O Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira (21) o avanço de um processo para declarar Bill e Hillary Clinton em desacato ao Congresso, após o casal se recusar a prestar depoimento na investigação relacionada a Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais e morto em 2019.

A moção bipartidária envolvendo o ex-presidente Bill Clinton foi aprovada por 34 votos a 8. Já a proposta contra a ex-secretária de Estado Hillary Clinton recebeu 28 votos favoráveis e 15 contrários.

PARA SABER MAIS SOBRE QUEM FOI JEFFREY EPSTEIN, LEIA ESTE ARTIGO

Segundo o presidente do Comitê, James Comer, a decisão envia um recado claro. "Ao votar a favor da declaração de desacato contra os Clinton, o Comitê deixa evidente que ninguém está acima da lei e que a justiça deve ser aplicada igualmente, independentemente da posição, do histórico ou do prestígio", declarou.

As audiências estavam inicialmente marcadas para dezembro, mas foram adiadas a pedido do casal. O depoimento de Bill Clinton foi remarcado para 13 de janeiro, e o de Hillary Clinton para o dia 14. Apesar disso, nenhum dos dois compareceu perante a comissão.

Em documento apresentado anteriormente à Justiça, os Clinton alegaram que as intimações eram “inválidas e legalmente inaplicáveis” e afirmaram que pretendem contestar as ações conduzidas por Comer pelo tempo que considerarem necessário.

Jeffrey Epstein foi fotografado em diversas ocasiões ao lado de figuras influentes, incluindo os Clinton e o atual presidente Donald Trump. Em uma nova série de imagens divulgadas pelo Departamento de Justiça no fim de dezembro do ano passado, Bill Clinton aparece em várias das fotografias.