Moraes arquiva inquérito sobre bloqueios da PRF a ônibus no dia da eleição de 2022

Ministro seguiu parecer da PGR e considerou que não há elementos que sustentem a continuidade da investigação.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou o inquérito que apurava a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, realizado em 30 de outubro, quando circularam denúncias de retenções de ônibus nas estradas, especialmente na região Nordeste.

A decisão assinada no último 19 de janeiro foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou que os fatos investigados não apresentavam elementos suficientes para prosseguimento da apuração. Segundo Moraes, não há indícios de que as ações da PRF tenham configurado tentativa institucional de obstrução ao direito de voto.

O inquérito foi instaurado após relatos sobre bloqueios e operações da PRF que teriam dificultado o deslocamento de eleitores. O caso ganhou repercussão nacional, com vídeos e denúncias divulgadas nas redes sociais e em entidades de fiscalização do processo eleitoral.

Entretanto, Moraes concluiu que as diligências realizadas não demonstraram "eventual responsabilidade penal de qualquer dos investigados", tampouco evidenciaram qualquer impacto no resultado do pleito. O ministro acrescentou que o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, já foi denunciado por abuso de autoridade em outro processo que contempla os mesmos fatos.

Com isso, o Supremo decidiu pelo arquivamento definitivo do inquérito, encerrando a investigação sobre a conduta da PRF durante o segundo turno da eleição presidencial de 2022.