O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky afirmou nesta quinta-feira (22) que a Ucrânia está disposta a ajudar a proteger a Groenlândia de uma suposta ameaça da Rússia e da China.
As exigências ocorrem em meio aos fracassos do exército ucraniano na frente de batalha devido a inúmeros problemas crônicos, como deserção, falta de contingente e armas, exaustão geral, bem como a moral afetada pelos grandes escândalos de corrupção que assolam o país, nos quais estão envolvidas pessoas próximas ao líder do regime de Kiev, em particular, o ex-chefe de seu gabinete, Andrey Yermak, e o empresário Timur Mindich, conhecido como a "carteira de Zelensky".
"Não é da alçada da Rússia"
O presidente Vladimir Putin afirmou na quarta-feira (20) que a questão da Groenlândia com os EUA "não é da alçada da Rússia". O presidente russo declarou que Moscou e Washington têm experiência na resolução de problemas semelhantes, visto que a Rússia vendeu o Alasca ao governo dos EUA em 1867.
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Segundo Putin, à taxa de câmbio atual, a venda do Alasca equivaleria a 158 milhões de dólares (cerca de R$ 841 milhões). Dado o tamanho maior da Groenlândia em comparação com o Alasca, o presidente observou que seu valor estimado estaria entre 200 e 250 milhões de dólares.
Além disso, o presidente russo ressaltou que a Dinamarca "sempre tratou a Groenlândia com dureza, como se fosse uma colônia". "Mas isso certamente não nos diz respeito. Acho que eles resolverão isso entre si", concluiu.
Exigências de Trump
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem afirmando há meses que Washington precisa controlar a Groenlândia por questões de segurança internacional.
- Trump declarou na quarta-feira (21) que a estrutura para um "futuro acordo" sobre a Groenlândia e toda a região do Ártico já foi estabelecida.
- O presidente americano também expressou publicamente, em mais de uma ocasião, seu desejo de anexar o Canadá e transformá-lo em um estado americano, alegando que isso seria vantajoso para ambos os países. "Seria fantástico. Seria um estado muito querido", declarou em maio de 2025.