O presidente dos EUA, Donald Trump, enviou nesta quinta-feira (22) uma mensagem ao seu colega russo, Vladimir Putin, indicando que o conflito na Ucrânia "deve terminar". As declarações foram feitas após seu encontro em Davos, na Suíça, com o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky.
"A guerra tem que acabar", disse Trump aos jornalistas após ser perguntado sobre o assunto, ressaltando que todos querem que este conflito chegue ao fim. "Esperamos que acabe, muita gente está morrendo", acrescentou.
Trump também indicou que sua reunião com Zelensky, que durou menos de uma hora, foi "muito boa". O mandatário americano destacou que se trata de "um processo contínuo", confirmando que sua equipe também se reunirá com Putin em Moscou mais tarde.
- Moscou tem reiterado repetidamente que está disposta ao diálogo para resolver o conflito ucraniano. O presidente russo enfatizou que, em primeiro lugar, é necessário garantir a segurança da Rússia a longo prazo, sendo indispensável eliminar as causas fundamentais do conflito, entre elas a expansão da OTAN, que Moscou interpreta como uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
- A proposta de Moscou prevê que Kiev retire completamente suas tropas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022) e reconheça esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como parte da Federação Russa. Além disso, deve ser garantida a neutralidade, o não alinhamento, bem como a desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.
- Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, ressaltou que os EUA são "o único país ocidental disposto a enfrentar a tarefa de eliminar as causas fundamentais" do conflito armado na Ucrânia.