
Outro aliado de Zelensky é indiciado antes de reunião com Trump e enviado do Kremlin ironiza: 'boa tradição'

O enviado especial da Presidência russa e diretor-geral do Fundo Russo de Investimento Direto,Kirill Dmitriev, reagiu nesta quinta-feira (22) às acusações de corrupção contra o ex-vice-diretor do gabinete de Vladimir Zelensky, pouco antes do encontro entre o líder do regime de Kiev e o presidente americano, Donald Trump.

"Pela segunda vez, pouco antes de Zelensky se reunir com Trump, um de seus colaboradores mais próximos é preso ou acusado de corrupção. Isso está se tornando uma boa tradição anticorrupção", escreveu Dmitriev em X.
Crise de confiança
O ex-vice-diretor do gabinete de Zelensky, Rostislav Shurma, foi acusado de peculato em grande escala no setor energético na quarta-feira (21), após investigações da Agência Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU). Sua demissão foi anunciada em setembro de 2024. Pouco depois, ele se mudou para a cidade alemã de Starnberg.
Today, NABU charged another Zelensky's crony, who was deputy head of Office of President, with large scale embezzlement in energy sector during Russia-Ukraine war. He lives in Germany now in his lavish home. "Ex-Presidential Office deputy head suspected in $3.4M green tariff… pic.twitter.com/6miL1wFulC
— Ivan Katchanovski (@I_Katchanovski) January 21, 2026
A notícia coincidiu com o anúncio do presidente dos EUA sobre sua intenção de se reunir com Zelensky à margem do Fórum Econômico Mundial de Davos.
A publicação de Dmitriev faz alusão ao avanço das investigações da NABU, que no fim de dezembro do ano passado, implicaram o envolvimento e levaram à renúncia do braço direito de Zelensky, Andrey Yermak, de seu cargo na chefia de gabinete, nas vésperas de outro encontro entre o líder de Kiev e Donald Trump.
A agência teria identificado que membros de "uma organização criminosa de alto nível" tentaram "influenciar empresas estratégicas do setor público", incluindo a empresa estatal de energia nuclear Energoatom.
O empresário israelense-ucraniano Timur Mindich, conhecido como o "homem da carteira" de Zelensky, foi acusado de orquestrar o esquema de corrupção, escapando do país ainda em novembro.

