
'Não cederemos nem um milímetro': diz Dinamarca a Trump sobre questão da Groenlândia

O Ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, saudou, na quarta-feira (21), o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que não recorrerá à força militar para estabelecer controle sobre a Groenlândia, embora este tenha alertado que suas ambições de tomar a ilha permaneçam.

Rasmussen confirmou que seu país está cumprindo os acordos firmados com os EUA e que, assim como acordado na semana passada em Washington com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, negociações de alto nível serão iniciadas para abordar as preocupações dos EUA, mas sempre dentro dos "limites vermelhos" da Dinamarca.
"Isso é o que podemos negociar. Não iniciamos negociações abandonando princípios fundamentais, e nunca o faremos. Vivemos em 2026", declarou o ministro dinamarquês, enfatizando que a Dinamarca se guia pela ordem internacional, em grande parte criada pelos EUA após a Segunda Guerra Mundial, "com normas jurídicas que exigem respeito à livre autodeterminação dos povos e à soberania das nações".
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"É exatamente assim que abordamos essas negociações, e não cederemos nem um milímetro", disse Rasmussen, ressaltando que Copenhague rejeitaria qualquer tentativa de Trump de negociar a anexação da Groenlândia.
"Futuro Acordo" sobre a Groenlândia
No mesmo dia, Donald Trump declarou que o Secretário-Geral da OTAN era mais importante que Rasmussen, acrescentando que preferia discutir a questão da Groenlândia com Mark Rutte. "Francamente, ele é mais importante", disparou o presidente americano.
Donald Trump anunciou que, após uma "reunião muito produtiva" com Rutte, foram estabelecidas as bases para um "futuro acordo" sobre a Groenlândia e toda a região do Ártico. "Essa solução, se implementada, será muito benéfica para os Estados Unidos da América e para todos os países da OTAN", anunciou o presidente, confirmando sua decisão de não impor as tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro.
