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Trump inaugura seu 'Conselho da Paz'

Cerca de 60 líderes mundiais foram convidados a integrar a organização.
Trump inaugura seu 'Conselho da Paz'AP / Evan Vucci /

O presidente dos EUA, Donald Trump, realizou nesta quinta-feira (21) a cerimônia de assinatura da carta de seu Conselho da Paz para supervisionar a situação na Faixa de Gaza.

A lista de membros da organização, além do presidente dos EUA, inclui os líderes da Argentina, Armênia, Indonésia, Azerbaijão, Hungria, Cazaquistão, Paquistão e outros países.

"Hoje, o mundo é mais rico, mais seguro e muito mais pacífico do que era há apenas um ano", afirmou Trump em seu discurso.

Anteriormente, fora noticiado que cerca de 60 países haviam sido convidados a participar da organização. Segundo o enviado especial do presidente americano, Steve Witkoff, aproximadamente 25 países aceitaram o convite.

Diversas nações, principalmente europeias, expressaram ceticismo em relação à proposta do presidente norte-americano, nomeadamente, entre elas, França, Alemanha, Reino Unido e Noruega.

O presidente russo, Vladimir Putin, agradeceu a Trump pelo convite na quarta-feira (21): "O Ministério das Relações Exteriores foi instruído a estudar os documentos recebidos, consultar nossos parceiros estratégicos e, posteriormente, apresentar uma resposta", disse ele.

Putin também indicou que a Rússia está preparada para doar ao Conselho da Paz US$ 1 bilhão em ativos russos congelados nos EUA pelo governo de Joe Biden.

Preocupações sobre os poderes do conselho

Reportagens da imprensa indicam que a organização criada por Trump poderia competir com a ONU. O Financial Times relata que o documento que estabelece o Conselho enfatiza a necessidade de um "órgão internacional de construção da paz mais ágil e eficaz".

"O Conselho da Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legal, e garantir uma paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos", afirma a carta citada pelo FT.

Um oficial americano informou à Axios que Conselho não se limitará apenas ao conflito em Gaza

Para conhecer o plano de Trump para Gaza em detalhes, leia nosso artigo.