Israel proíbe contratação de professores graduados na Palestina

Estima-se que a medida terá especial impacto no sistema educacional árabe de Jerusalém Oriental.

O Parlamento israelense, Knesset, aprovou na quarta-feira (21) uma lei que impede graduados de instituições acadêmicas palestinas de atuarem como professores no sistema educacional israelense, notificou o jornal Haaretz.

A legislação, proposta pelos deputados Amit Halevi e Avichay Buaron, do partido Likud, tem como objetivo "prevenir a influência prejudicial da Autoridade Palestina" e proteger o caráter judaico e democrático do Estado.

A norma foi aprovada com 31 votos a favor, 10 contra e uma abstenção. De acordo com o texto, o Ministério da Educação poderá autorizar exceções para profissionais que possuam diplomas adicionais de instituições reconhecidas por Israel. 

A medida terá impacto principalmente no sistema educacional árabe de Jerusalém Oriental, onde mais de 60% dos professores possuem formação palestina.