
Trump recua na imposição de tarifas sobre Europa pela questão da Groenlândia e propõe acordo

Na quarta-feira (21), Donald Trump recuou na imposição de tarifas contra vários países europeus e anunciou a criação de um marco para um "acordo futuro" sobre a Groenlândia e toda a região do Ártico. O anúncio foi feito após uma reunião classificada como "muito produtiva" com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, à margem do Fórum Econômico Mundial de Davos.
Segundo duas fontes familiarizadas com o assunto citadas pela Axios, o acordo — que, nas palavras de Trump, dá aos EUA "tudo o que precisam" — inclui o princípio de respeito à soberania da Dinamarca sobre a ilha ártica. A decisão marca uma mudança de posição, uma vez que o presidente havia reiterado em várias ocasiões que só aceitaria uma proposta que colocasse a Groenlândia sob controle total dos Estados Unidos.

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Os detalhes
O plano prevê a atualização do Acordo de Defesa da Groenlândia de 1951, celebrado entre Washington e Copenhague, que autoriza os Estados Unidos a construir bases militares na ilha e a estabelecer "zonas de defesa" caso a OTAN assim o considere necessário.
Segundo as fontes, o acordo contempla o reforço da segurança no território dinamarquês, o aumento da atividade da OTAN no Ártico e um trabalho adicional relativo a matérias-primas.
Também é mencionada uma possível instalação do chamado Domo de Ouro na Groenlândia, bem como mecanismos para combater a "influência externa maligna" da Rússia e da China.
O The New York Times havia informado que o acordo promovido por Donald Trump para ampliar a presença de Washington na Groenlândia poderia incluir a cessão, por parte da Dinamarca, de "pequenos bolsões" de território — áreas pontuais — sob soberania estadunidense, onde os EUA construiriam suas bases militares
