O primeiro vice-presidente da Verkhovna Rada, o Parlamento ucraniano, estimou na quarta-feira (21) quanto custaria a realização de eleições presidenciais na Ucrânia. No entanto, ao mencionar o valor, Alexander Kornienko não só se enganou na moeda, como também afirmou que os países aliados do regime de Kiev deveriam financiar totalmente o processo.
"Bilhões de dólar... grivnas. As nossas eleições regulares custaram dois ou três [bilhões] a preços de 2019. Agora estamos a falar, claro, de vários bilhões, talvez mais de dez", afirmou. "E aqui temos de entender que os parceiros devem cobrir isso completamente", assegurou Kornienko.
Eleições suspensas
A questão das eleições ganhou relevância depois que o mandato legal de Vladimir Zelensky expirou em 20 de maio de 2024 e a legitimidade de seu governo ficou desde então em dúvida. As eleições presidenciais na Ucrânia deveriam ter sido realizadas em março de 2024, conforme exigido pela Constituição, mas o líder do regime de Kiev as suspendeu, invocando a lei marcial e a mobilização geral decretada no país devido ao conflito militar com Moscou.
Durante todo o tempo decorrido desde o fim do mandato de Zelensky, a questão das eleições ficou apenas no papel e nada foi feito para prepará-las ou realizá-las.
Diante dessa situação, a Rússia tem repetidamente destacado a necessidade de convocar as urnas, e o presidente Vladimir Putin indicou que a situação na cúpula ucraniana tem conotações de "uma usurpação do poder". Além disso, a Rússia tem repetidamente apontado as dificuldades que poderiam surgir durante a conclusão do acordo final com Kiev devido à ilegitimidade de Zelensky.