'Negociações imediatas': Trump insiste na aquisição da Groenlândia

O presidente discursa no Fórum Econômico Mundial em Davos 2026 em meio a tensões com a Europa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que apenas Washington pode garantir a segurança da Groenlândia e pediu a abertura de "negociações imediatas" para sua aquisição.

Trump argumentou que se trata de "uma enorme massa de terra" e "um gigantesco bloco de gelo" que somente os EUA podem proteger, desenvolver e tornar seguro tanto para a Europa quanto para os americanos.

"Essa é a razão pela qual busco negociações imediatas para retomar a discussão sobre a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos, assim como adquirimos muitos outros territórios ao longo da nossa história", declarou em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos.

O presidente americano fundamentou sua proposta nos precedentes históricos de expansão territorial do país, afirmando que "não há nada de errado" em adquirir territórios — uma prática que, segundo o líder americano, também foi realizada por muitas nações europeias. Trump rejeitou que a iniciativa represente um risco para a Aliança Atlântica e afirmou que, pelo contrário, "não seria uma ameaça para a OTAN", mas sim fortaleceria significativamente a segurança de todo o bloco.

Trump argumentou ainda que a aquisição total do território é imprescindível para a defesa da Aliança, vinculando sua proposta ao papel dos EUA dentro da OTAN. O presidente afirmou que Washington assumiu, na prática, o custo total da aliança, porque outros aliados "não pagavam suas contas", e sustentou que, em troca, "a única coisa que pedimos é a Groenlândia".

Na opinião do líder americano, não é possível proteger a ilha por meio de um arrendamento ou acordo limitado, já que isso "não é legalmente defensável", e tampouco "do ponto de vista psicológico". O presidente descreveu o território ártico como um ponto estratégico fundamental em um eventual conflito, afirmando que, em caso de guerra, os mísseis cruzariam diretamente o espaço aéreo da Groenlândia.

A ameaça que rachou a OTAN