
Aliado latino-americano de Trump recebe maior embarque de veículos chineses de sua história

Um navio com aproximadamente 5.800 carros híbridos e elétricos da marca chinesa BYD chegou na segunda-feira (19) à Argentina, marcando assim o maior desembarque de veículos importados na história do país, segundo noticiado no site oficial da empresa.
O navio BYD Changzhou, de propriedade direta da montadora, chegou ao porto de Zárate, na província de Buenos Aires, às margens do rio Paraná, após uma viagem de 23 dias. Os veículos chegam com o benefício da isenção da tarifa de 35% aplicada a produtos de fora do Mercado Comum do Sul (Mercosul), resultado das políticas de abertura às importações promovidas pelo presidente Javier Milei.
El buque chino BYD Changzhou descargando 5.000 vehículos híbridos y eléctricos en Zárate. pic.twitter.com/Ms9gQ7Npuf
— Jorge Taranto (@jorgebaroni) January 19, 2026
O comunicado oficial da empresa apontou que a chegada "simboliza a escala industrial, a inovação tecnológica e o compromisso de longo prazo da empresa com o desenvolvimento da eletromobilidade no mercado local".
A carga faz parte de um esquema especial que facilita a importação anual de até 50 mil carros híbridos e elétricos com um preço FOB (Free On Board, preço da mercadoria no porto de origem) que não exceda US$ 16 mil (cerca de R$ 86 mil).

"Última geração"
A marca explicou que o BYD Changzhou é um navio de última geração da BYD "projetado especificamente para o transporte de veículos movidos a nova energia", designando todos os tipos de automóveis elétricos.
"A chegada da BYD Changzhou à Argentina é muito mais do que um passo logístico: é um sinal concreto do compromisso da BYD com o desenvolvimento do futuro da mobilidade no país", disse Stephen Deng, gerente nacional da BYD Argentina. "Ter nossa própria frota de última geração nos permite operar com escala, eficiência e menores emissões, apoiando o crescimento sustentável do mercado argentino de veículos de novas energias."
O presidente argentino Javier Milei afirmou no início de janeiro deste ano que não romperá os laços comerciais com a China, apesar da estreita relação com os EUA e, em especial, com o governo Trump.
"Não vou romper os laços comerciais com a China. Na verdade, os EUA têm laços comerciais com a China. Isso não significa que eu não esteja profundamente alinhado geopoliticamente com os EUA", enfatizou, na época.
