O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que aceitou o convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para participar como membro do Conselho Supremo da Paz, afirmou na quarta-feira (21) o gabinete do primeiro-ministro israelense em comunicado no X.
O gabinete de Netanyahu havia inicialmente criticado o anúncio da composição do Conselho; contudo, a Axios noticiou que o Conselho de Paz não se limitaria à Faixa de Gaza: o novo órgão abrangeria o mundo inteiro.
Mais cedo, o presidente dos EUA confirmou que havia convidado o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente francês, Emmanuel Macron, a participarem, embora Macron tenha supostamente recusado.
Trump também convidou os líderes de países como Belarus, Turquia, Argentina, Brasil eChina, bem como de aproximadamente outras 60 nações.
- Em 16 de janeiro, a Casa Branca anunciou a criação de um Conselho de Paz para administrar o governo de Gaza, marcando o início da segunda fase do plano de pacificação estabelecido pelo acordo de Trump firmado em 9 de outubro de 2025 entre as autoridades de Israel e do Hamas.
Segundo a Bloomberg, que analisou a minuta do documento que descreve a criação da estrutura, Washington exige que os países que desejam obter um assento no conselho paguem um mínimo de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões).
O projeto determina que o presidente dos EUA seja o primeiro presidente do conselho e decidiria futuros convites para compor sua bancada. As decisões seriam tomadas por maioria de votos, com um voto por Estado-membro presente, mas todas as deliberações estariam sujeitas à aprovação do presidente.
Para conhecer o plano de Trump para Gaza em detalhes, leia nosso artigo.