Na terça-feira (20), Emmanuel Macron pediu à França e a outros países europeus para que "não cedam à intimidação" de Donald Trump em meio às ameaças comerciais do presidente americano por conta das ambições de Washington de se apoderar da Groenlândia.
Em declarações à margem do Fórum Econômico Mundial em Davos, o presidente francês afirmou que o líder americano "não está se comportando como um aliado".
Macron pediu "muita calma" e a proteção dos interesses europeus em um momento em que "as regras não são respeitadas". "Não devemos ceder à intimidação", concluiu.
Alfinetada em Trump
Durante seu discurso em Davos, Macron afirmou que este não é o momento para uma nova era de imperialismo ou colonialismo: "Não vamos perder tempo com ideias extravagantes, não vamos abrir a caixa de Pandora nem levantar novas questões. Este não é o momento para um novo imperialismo ou um novo colonialismo", declarou.
Ele criticou a competição de Washington "através de acordos comerciais que prejudicam nossos interesses de exportação, exigem concessões máximas e visam abertamente enfraquecer e subordinar a Europa" com seu acúmulo interminável de novas tarifas, "o que é fundamentalmente inaceitável".
Ira de Trump contra Macron
Anteriormente, Donald Trump havia imposto tarifas de 10% sobre produtos de diversos países europeus, incluindo a França, em resposta ao envio de tropas para a Groenlândia. As tarifas devem entrar em vigor em 1º de fevereiro e aumentar para 25% em 1º de junho.
O chefe da Casa Branca expressou insatisfação com a recusa de Macron em participar do seu Conselho de Paz para resolver o conflito na Faixa de Gaza. "Ninguém o quer porque ele vai deixar o cargo muito em breve", disse Trump a repórteres na segunda-feira (19). "Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e os champanhes dele, e ele vai participar, mas não é obrigado", acrescentou.