O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (20), em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, que "agora" ama a Venezuela e que as autoridades venezuelanas responsáveis pelo governo trabalham "muito bem" com sua administração.
"Agora eu adoro a Venezuela, eles têm trabalhado muito bem conosco", disse Trump, indicando que a mudança na Venezuela ocorreu devido à sua política contra o "narcoterrorismo" e que, portanto, é um exemplo de ações contra o crime.
Desde que os EUA realizaram a invasão militar da Venezuela e bombardearam massivamente o país, resultando em mais de 100 mortes e no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro, o país afirmou em diversas ocasiões que seu relacionamento atual com Caracas é "excelente".
Trump também disse que, há alguns dias, conversou com a extremista e ultraconservadora María Machado, que promoveu a invasão militar da Venezuela, e a descreveu como "uma mulher muito simpática".
"Estamos conversando com ela e talvez possamos envolvê-la de alguma forma", pontuou.
Anteriormente, a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, alertou os venezuelanos de que devem permanecer unidos diante das persistentes ameaças da oposição extremista. "O extremismo está agindo" para dividir o povo, afirmou.
"O apelo é para permanecermos unidos. O inimigo está agindo, tanto o inimigo externo quanto o extremismo interno; eles estão trabalhando para dividir nosso povo, e a melhor resposta é calma, paciência e prudência estratégica", disse.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- Os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano no dia 3 de janeiro. A operação terminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente frente às acusações de narcoterrorismo, em 5 de janeiro, em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse em 5 de janeiro como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitas lideranças da comunidade internacional, entre elas as da Rússia e da China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa.
- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.