
Famoso arqueólogo diz estar perto de descobrir a tumba da rainha Nefertiti

Um dos arqueólogos mais famosos do mundo e ex-ministro do Turismo e Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, espera descobrir a tumba da famosa rainha Nefertiti antes de se aposentar e afirma estar próximo de alcançar esse objetivo.
"Ficaria feliz em encerrar minha carreira com a descoberta da rainha mais importante do Egito: Nefertiti", declarou Hawass em 'Um homem com um chapéu', um novo documentário sobre sua vida e trajetória, citado pela Live Science. Hawass afirma ter restringido a busca pela tumba de Nefertiti a uma pequena região a leste do Vale dos Reis.
Considerada amplamente como uma das mulheres mais poderosas da antiguidade, Nefertiti foi a primeira esposa de Akhenaton, um famoso faraó reformista que reinou de 1353 a 1336 a.C., e madrasta de Tutancâmon.
A rainha Nefertiti foi a consorte principal do faraó Akhenaton e, junto com seu esposo, conduziu reformas religiosas radicais no Antigo Egito, sendo a mais importante o estabelecimento do monoteísmo e do culto ao deus Aton, o disco solar.

Alguns egiptólogos, incluindo Hawass, acreditam que, após a morte de Akhenaton, Nefertiti teria se tornado corregente de Tutancâmon (cujo nome de nascimento era Tutankhaton, em homenagem a Aton, e cuja lendária tumba foi descoberta em 1922), mas faleceu poucos anos depois. O fato de sua múmia nunca ter sido encontrada transformou sua busca em objeto de todo tipo de especulação. A tumba da família de Akhenaton em Amarna está vazia.
De onde vem o otimismo de Hawass?
A equipe de Hawass havia encontrado duas tumbas no Vale dos Reis, designadas como KV 65 (descoberta em 2006) e KV 66, perto do sepultamento da rainha Hatshepsut, uma poderosa faraó que governou entre 1479 e 1458 a.C.
Embora ambas as tumbas não sejam uma evidência clara da localização da tumba de Nefertiti, isso demonstra que ainda há descobertas importantes a serem feitas. Atualmente, a equipe está escavando na zona oriental, perto da tumba de Hatshepsut.
