O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, criticou a atuação histórica da Europa, citando o colonialismo e as guerras mundiais como exemplos do que classificou como uma mentalidade que o continente não teria superado.
"A Europa que, em geral, é a fonte de todos os males da humanidade, de todos os principais males, começando pela escravidão, o colonialismo, o desencadeamento de duas guerras mundiais com um número colossal de vítimas. A Europa, de alguma forma, não consegue mudar essa mentalidade", afirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (20).
Segundo ele, países europeus estão desde o século 19 obcecados com a ideia de impor uma "derrota estratégica" à Rússia.
"E ao ler sobre os líderes atuais e ver as intrigas que tramam, apenas para manter um regime totalmente hostil à Rússia que lhes presta contas e que professa as mesmas ideias e práticas nazistas que levaram Hitler a Nuremberg, isso não desaparece", acrescentou.
"As forças saudáveis da Europa despertaram"
Ao mesmo tempo, Lavrov disse esperar uma mudança nesse cenário e afirmou que começam a surgir "forças saudáveis" no continente.
Ele mencionou os governos da Hungria, Eslováquia e República Tcheca, além de setores políticos na França e na Alemanha.
"Existem forças que, acima de tudo, se preocupam com seus interesses nacionais e não com ambições imperiais, que há muito foram relegadas e nunca mais voltarão", concluiu.