Imprensa revela motivo de Israel se opor a ataque dos EUA ao Irã

A decisão do presidente dos EUA de não prosseguir com uma ação militar naquele momento foi considerada correta por Tel Aviv, disseram fontes oficiais ao portal israelense Ynet.

Fontes oficiais relataram ao New York Times no início de janeiro que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que adiasse qualquer plano de ataque militar contra o Irã durante a onda de protestos violentos que atingiu o país no início do ano.

Na segunda-feira (19), fontes citadas pelo portal israelense Ynet disseram que a liderança israelense se opôs a uma operação militar por avaliar que, embora pudesse causar danos significativos e instabilidade temporária, não atingiria o objetivo central de provocar a queda do governo da República Islâmica.

Para Tel Aviv, a decisão de Trump de não avançar com a ação foi considerada correta, por evitar uma campanha de grande escala sem resultado político definido.

A situação atual no Irã

Segundo a imprensa local, os protestos começaram no fim de 2025 após comerciantes de Teerã fecharem seus estabelecimentos em reação à desvalorização do rial iraniano, que atingiu níveis recordes frente ao dólar.

As autoridades reconheceram a pressão econômica enfrentada pela população e afirmaram que manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.

O governo, porém, alertou para a atuação de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, buscam incitar distúrbios e desvirtuar os protestos.