
Lavrov: EUA cometeram 'invasão armada brutal' ao sequestrar Maduro e ameaçam países da América Latina

Em uma extensa coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (20) dedicada aos principais resultados da diplomacia russa em 2025, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, classificou o ataque dos EUA à Venezuela como uma "invasão armada brutal".

"Testemunhamos eventos sem precedentes, uma invasão armada brutal dos Estados Unidos na Venezuela, com dezenas de mortos e feridos, e a captura e o sequestro do presidente legítimo, Nicolás Maduro, e de sua esposa", declarou Lavrov.
"Paralelamente a essas ações, observamos ameaças contra Cuba e outros países da América Latina e do Caribe. E, é claro, estamos profundamente preocupados com as evidentes tentativas de forças externas de desestabilizar a situação política interna do Irã", acrescentou.
Lavrov realiza uma extensa coletiva de imprensa nesta terça-feira para discutir as principais conquistas da diplomacia russa em 2025. Espera-se que o chanceler não apenas apresente um resumo do trabalho realizado, como também delineie as tarefas mais importantes que deverão ser o foco da política externa russa neste ano.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- Os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano no dia 3 de janeiro. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse no dia 5 de janeiro como presidente encarregada do país sul-americano.
- Diversas lideranças da comunidade internacional, dentre elas as da Rússia e da China, urgiram as autoridades americanas a libertar Maduro e sua esposa.
- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", declarou Lavrov.
