
Lavrov concede coletiva de imprensa sobre os resultados da diplomacia russa em 2025

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, concede nesta terça-feira (20) uma extensa coletiva de imprensa sobre os principais resultados da diplomacia russa em 2025.
O chanceler também deverá apontar quais serão as tarefas mais relevantes nas quais os diplomatas russos deverão se concentrar durante este ano.
O evento conta com a participação de representantes de meios de comunicação russos e internacionais. De acordo com a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, cerca de 400 jornalistas solicitaram credenciamento para a coletiva de imprensa.
O evento é transmitido ao vivo em russo, inglês, francês e espanhol através do site do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, bem como de suas redes sociais oficiais.

Tentativa frustrada de isolar Rússia
Ao comentar a situação geopolítica atual, o ministro afirmou que o início de 2026 já superou todo o ano passado em termos de impacto no cenário internacional: "Creio que o que ocorreu nos primeiros vinte dias de 2026 superará todos os recordes de impacto deixados por 2025", declarou.
Referindo-se às relações entre Moscou e os países europeus, Lavrov enfatizou que o objetivo de infligir uma derrota estratégica à Rússia permanece presente na mente e nos planos dos líderes europeus. "Nem mesmo menciono o desejo da maioria dos países ocidentais de continuar utilizando o regime de Kiev para um confronto armado com a Rússia. O objetivo de nos infligir uma derrota estratégica já não é mencionado com tanta frequência, mas tudo indica que permanece na mente e nos planos, especialmente, dos líderes europeus", ressaltou.
O chanceler também ressaltou que o isolamento de Moscou não aconteceu, por mais que ventilem isso no Ocidente: "Quanto aos argumentos que o Ocidente apresentou contra a Federação Russa no ano passado, creio que o notório isolamento da Rússia — já não é segredo — nunca aconteceu, digam o que quiserem nossos detratores", afirmou.
Lavrov recordou que o principal evento de 2025, a comemoração do aniversário da vitória na Grande Guerra Patriótica, atraiu um grande número de convidados estrangeiros: "Agradecemos imensamente a todos aqueles que participaram pessoalmente dessas celebrações ou enviaram uma delegação especial", acrescentou.
O ministro russo também afirmou que a Rússia não permitirá que seus direitos legítimos sejam ignorados por qualquer parte: "A Rússia defenderá consistentemente seus interesses, sem se apropriar dos direitos legais de ninguém, nem permitir que se tomem liberdades com os nossos", declarou. "As ações fundamentais para que a soberania nacional seja ainda mais fortalecida são de suma importância", acrescentou.
Lavrov ressaltou ainda que Moscou está disposta a trabalhar com as nações que queiram negociar de maneira justa: "No âmbito externo, estamos dispostos a trabalhar com qualquer um que nos corresponda e esteja disposto a negociar de forma justa, em condições de igualdade, sem chantagens ou pressões. E todos sabem disso", explicou.
Necessidade de abordar as causas profundas da crise ucraniana
Ao comentar a operação militar especial, Lavrov ressaltou que a posição da Rússia em relação à Ucrânia "é, em suma, a necessidade de abordar as causas profundas desta crise".
"As causas fundamentais que o Ocidente vem deliberadamente criando há muitos anos para transformar a Ucrânia em uma ameaça à segurança de nosso país são a criação de uma cabeça de ponte contra a Rússia justamente em nossas fronteiras e, naturalmente, o apoio ao regime abertamente nazista que chegou ao poder após o golpe de Estado de 2014 — um regime que decidiu exterminar, tanto legislativa- quanto fisicamente, tudo que é russo: a educação, a língua, a cultura, os meios de comunicação, incluindo a Igreja Ortodoxa Ucraniana canônica", enfatizou.

