O Gabinete de Segurança do México confirmou que uma aeronave americana C-130 Hercules pousou no Aeroporto de Toluca no domingo (18), às 20h23, horário local, com autorização oficial do governo mexicano para fins de treinamento. O órgão enfatizou que a operação estava sendo realizada no âmbito de acordos bilaterais. A informação gerou especulações nas redes sociais.
"A presença deles se deve a um voo autorizado pelas autoridades mexicanas relacionado a atividades de treinamento", afirmou o Gabinete de Segurança do México no X.
"Essas operações são realizadas de acordo com os protocolos estabelecidos e em conformidade com os acordos bilaterais de cooperação", acrescentaram as autoridades.
Duas horas depois, Clemente Castañeda, coordenador do bloco do Movimento Cidadão no Senado, reiterou que somente o Poder Legislativo está autorizado a aprovar a entrada de tropas estrangeiras em território mexicano.
Segundo a imprensa mexicana, o C-130 Hércules é utilizado para transporte tático pesado, pode ser configurado para transportar tropas e tem capacidade para operar em pistas curtas e não preparadas.
Esclarecimento oficial
Em coletiva de imprensa, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum explicou que a chegada da aeronave americana C-130 ao Aeroporto de Toluca foi autorizada em outubro do ano passado como parte de missões de treinamento e logística coordenadas com o Ministério da Defesa. Ela enfatizou que esta é uma prática padrão na cooperação bilateral e não um evento repentino ou excepcional.
Ameaças de Trump
A chegada de aeronaves militares gerou discussões em meio às ameaças de Donald Trump sobre possíveis operações terrestres em território mexicano contra os cartéis de drogas, o que o governo do México negou. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) alertou as companhias aéreas a terem cautela devido à atividade militar e à interferência do GPS em áreas sobre o Oceano Pacífico, mas o Ministério da Infraestrutura, Comunicações e Transportes do México (SICT) esclareceu que essa era apenas uma medida preventiva e não impunha restrições operacionais ao México. Claudia Sheinbaum observou que não discutiu a situação com Trump e que a coordenação foi feita por meio das autoridades de aviação de ambos os países.