Donald Trump lançou duras críticas nesta terça-feira (20) contra o Reino Unido, acusando-o de cometer "um ato de grande estupidez" por sua intenção de devolver a Maurício a ilha Diego Garcia, onde está localizada uma importante base militar dos Estados Unidos.
O presidente dos EUA afirmou que a cessão do território seria feita "sem qualquer motivo" e alertou que a China e a Rússia já teriam tomado nota do que considera "um ato de total fraqueza" por parte de Londres.
Trump relacionou diretamente essa decisão com sua insistência de que os EUA devem "adquirir" a Groenlândia, argumentando que somente a força garante o respeito internacional.
Segundo ele, sob sua liderança, os EUA são agora "respeitados como nunca antes" e criticou tanto o Reino Unido quanto a Dinamarca e outros aliados europeus, aos quais instou a "fazer o que é certo".
A ameaça que rachou a OTAN
- Trump tem insistido em conseguir, "de um jeito ou de outro", que a Groenlândia passe a fazer parte dos Estados Unidos, alegando que barcos de várias nações navegam perto da costa norte americana e que, por isso, Washington precisa "ficar atento". "Sim, precisamos da Groenlândia, absolutamente. Precisamos dela para nossa defesa", reforçou Trump. O presidente deixou claro que não descarta a via militar para se apropriar do território, embora promova preferencialmente a via de um acordo financeiro.
- França, Alemanha, Suécia e Noruega se juntaram em uma missão militar de treinamento na Groenlândia na quinta-feira (15), denominada 'Arctic Endurance'. Como parte da Dinamarca, o território é protegido pela OTAN.
- Trump anunciou sua resposta aos exercícios militares no sábado (17), divulgando a imposição de uma tarifa de 10% sobre todos os produtos aos países europeus que participaram do treinamento. Vigorando a partir de 1º de fevereiro, as taxas aumentariam para 25% em 1º de junho de 2026.
- Oito países afetados pelas tarifas — todos membros da OTAN — divulgaram uma declaração conjunta no domingo (18), na qual condenam as medidas de Trump por "minar as relações transatlânticas e acarretar o risco de uma perigosa espiral descendente". O presidente francês Emmanuel Macron declarou no mesmo dia que mobilizará a União Europeia para aplicar sua 'bazuca comercial' contra os Estados Unidos — um pacote de medidas poderia bloquear o acesso dos EUA aos mercados da UE.
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