O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (20) que teve uma "boa" conversa telefônica com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, na qual conversaram sobre a Groenlândia.
"Aceitei uma reunião das diferentes partes em Davos, na Suíça. Como expressei a todos muito claramente, a Groenlândia é fundamental para a segurança nacional e mundial. Não há volta atrás. Todos concordamos com isso!", escreveu Trump.
Em sua mensagem, o presidente reiterou que os EUA são, "de longe, o país mais poderoso do mundo". "Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução que continua em um ritmo ainda mais acelerado. Somos a única potência que pode garantir a paz em todo o mundo. E isso é alcançado, simplesmente, através da força!", acrescentou.
A ameaça que rachou a OTAN
- Trump tem insistido em conseguir, "de um jeito ou de outro", que a Groenlândia passe a fazer parte dos Estados Unidos, alegando que barcos de várias nações navegam perto da costa norte americana e que, por isso, Washington precisa "ficar atento". "Sim, precisamos da Groenlândia, absolutamente. Precisamos dela para nossa defesa", reforçou Trump. O presidente deixou claro que não descarta a via militar para se apropriar do território, embora promova preferencialmente a via de um acordo financeiro.
- França, Alemanha, Suécia e Noruega se juntaram em uma missão militar de treinamento na Groenlândia na quinta-feira (15), denominada 'Arctic Endurance'. Como parte da Dinamarca, o território é protegido pela OTAN.
- Trump anunciou sua resposta aos exercícios militares no sábado (17), divulgando a imposição de uma tarifa de 10% sobre todos os produtos aos países europeus que participaram do treinamento. Vigorando a partir de 1º de fevereiro, as taxas aumentariam para 25% em 1º de junho de 2026.
- Oito países afetados pelas tarifas — todos membros da OTAN — divulgaram uma declaração conjunta no domingo (18), na qual condenam as medidas de Trump por "minar as relações transatlânticas e acarretar o risco de uma perigosa espiral descendente". O presidente francês Emmanuel Macron declarou no mesmo dia que mobilizará a União Europeia para aplicar sua 'bazuca comercial' contra os Estados Unidos — um pacote de medidas poderia bloquear o acesso dos EUA aos mercados da UE.
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