Netanyahu ameaça Teerã e promete resposta com 'força nunca antes experimentada'

Primeiro-ministro afirmou que eventual "erro do Irã" será respondido com força inédita.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, emitiu um alerta ao Irã nesta segunda-feira (19) durante discurso no parlamento israelense.

"Se o Irã cometer o erro de nos atacar, responderemos com uma força que o país jamais experimentou", afirmou o primeiro-ministro.

Netanyahu acrescentou que "ninguém pode prever o que acontecerá no Irã, mas, aconteça o que acontecer, o país nunca mais será o mesmo".

Possível ataque dos EUA 

Anteriormente, foi noticiado que Netanyahu havia pedido ao presidente dos EUA, Donald Trump, que adiasse quaisquer planos de um ataque militar contra o Irã, que tem sido palco de violentos protestos antigovernamentais nas últimas semanas.

O líder israelense conversou com Trump na última quarta-feira (14), mesmo dia em que o presidente americano afirmou ter recebido informações de "fontes muito importantes do outro lado" sobre a suspensão dos assassinatos de manifestantes e das execuções no Irã.

Essas declarações foram interpretadas como um possível sinal de que o republicano poderia ter descartado um ataque militar, opção que ele vinha considerando. No entanto, um alto funcionário americano enfatizou que Trump não descartou alternativas militares e que a decisão dependerá das futuras ações das forças de segurança iranianas em resposta aos protestos.

A situação atual no Irã

As manifestações eclodiram no final de 2025, informam meios de comunicação locais, depois que comerciantes da capital, Teerã, fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano.

As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.

Entretanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.

Confrontos entre as forças de segurança e manifestantes foram noticiados em 3 de janeiro no município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, quando um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Ao menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, de acordo com informações da agência iraniana de notícias Mehr.