Pequim denuncia mentira de Trump de 'ameaça chinesa' para tomar Groenlândia

O porta-voz da chancelaria chinesa, Guo Jiakun, argumentou que a questão da ilha do Ártico deve ser resolvida de acordo com o direito internacional.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, criticou nesta segunda-feira (19) a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 10% a vários países europeus por terem enviado forças militares à Groenlândia, em meio às tensões causadas pelas ambições de Washington de tomar a ilha dinamarquesa.

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O porta-voz lembrou que Pequim já expressou repetidamente sua posição sobre a Groenlândia e ressaltou que a questão deve ser resolvida de acordo com as normas do direito internacional.

"O direito internacional, baseado nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, constitui a base da ordem internacional atual e deve ser defendido", afirmou. Guo insistiu ainda que os EUA deveriam "deixar de usar a chamada 'ameaça chinesa' como pretexto para obter benefícios próprios".

A declaração de Guo já havia sido defendida pelo ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, que rebateu as alegações de Trump na última quarta-feira (14), dizendo que a narrativa sobre a presença de navios chineses na Groenlândia não é verdadeira.

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