
Israel lança operação militar em grande escala na Cisjordânia

As forças israelenses (IDF) lançaram uma operação militar de larga escala em Hebron, na Cisjordânia, nesta segunda-feira (19), mobilizando centenas de soldados e unidades especiais em uma campanha que promete durar vários dias, conforme divulgado pelo jornal israelense The Jerusalem Post. O objetivo declarado é desmantelar o que Israel descreve como "infraestrutura terrorista", apreender armas e aprimorar a segurança na região.
⭕️Overnight, in the Jabal Johar area in Hebron, security forces began an operation to dismantle terror infrastructure sites, eradicate illegal possession of weapons, and enhance security in the area. The operation is expected to continue for several days, and increased movement…
— Israel Defense Forces (@IDF) January 19, 2026
A operação, iniciada na noite de segunda-feira no bairro de Jabal Johar, envolve colaboração entre o exército israelense, a polícia e a guarda de fronteira. Durante a ação, o IDF alertou que a população poderá presenciar intensos movimentos de tropas e escutar explosões.
Israeli occupation forces shut down several roads in Hebron, southern West Bank, as part of a wide-scale escalation in the city since last night. pic.twitter.com/HLyt0LduOE
— Quds News Network (@QudsNen) January 19, 2026

Violações em território ocupado
Paralelamente, prisões em massa e restrições de movimento estão sendo impostas aos residentes locais, incluindo toques de recolher em alguns bairros, conforme noticiado pelo Palestine Chronicle. Veículos blindados e patrulhas militares reforçam a presença das forças israelenses na cidade de Hebron.
Prisões e demolições de casas têm sido realizadas nos últimos dias em diferentes localidades da Cisjordânia, incluindo Dura e Khallat Nafisa, alertou a agência catari de notícias Al Jazeera.
Este escalonamento de violência ocorre em um contexto de crescente instabilidade na região, atravessando o contexto geral de tensão aos termos do cessar-fogo em Gaza e de inauguração da segunda fase do plano de Trump para a pacificação do conflito Israel-Hamas. As operações do IDF nos meses posteriores ao acordo foram marcadas por acusações de infiltração de indivíduos em território israelense e a escalada de ataques de colonos e militares.
