Possível causa da colisão de trens que deixou 39 mortos na Espanha é divulgada

O presidente da Renfe, a principal empresa ferroviária do país, nega que tenha sido um problema de excesso de velocidade.

Álvaro Fernández Heredia, presidente da Renfe, principal empresa ferroviária da Espanha, afirmou nesta segunda-feira (19) que a causa do acidente de trem ocorrido na tarde de domingo na província de Córdoba "deve ter sido alguma falha no material móvel ou na infraestrutura".

Durante uma entrevista à rádio Cadena Ser, Fernández Heredia voltou a destacar as "circunstâncias estranhas" em que se produziu o acidente que matou 39 pessoas, em números confirmados até o momento. Ele afirma não haverá uma "resposta conclusiva" sobre as causas até que passem vários dias e avancem os trabalhos da comissão de investigação independente.

"Ocorre numa reta, é um trecho de via limitado a 250 km/h, um trem ia a 205 km/h e o outro a 210 km/h, portanto não era um problema de excesso de velocidade", apontou o responsável da Renfe. Ele também enfatizou que era uma via "equipada com um sistema de segurança LZB que impede erros humanos" e que, em maio do ano passado, havia sido realizada uma renovação dos aparelhos de via, da plataforma e da infraestrutura.

Fernández Heredia sustentou que, no momento, é muito difícil saber se ainda há pessoas falecidas no interior dos vagões dos dois trens que colidiram, embora acredite que "possivelmente sim".

O presidente da Renfe também indicou que o serviço de alta velocidade entre as regiões de Madrid e Andaluzia levará vários dias para ser restabelecido, pois "os carros da Renfe estão desintegrados" e será necessário remover os vagões e reconstruir parte da infraestrutura. "Isso vai durar mais de quatro dias", acrescentou.