
Ministro de Transportes da Espanha diz que tragédia com trens que vitimou 21 é 'difícil de explicar'

O ministro dos Transportes e da Mobilidade Sustentável da Espanha, Óscar Puente, descreveu o acidente ferroviário em Adamuz (Córdoba) deste domingo (18) como "estranho e difícil de explicar", visto que o trem da empresa Iryo que causou a colisão é novo e a infraestrutura também foi modernizada recentemente, informou a agência EFE.
De acordo com Puente, o trem Iryo envolvido no acidente tinha cerca de quatro anos, e a via férrea onde ocorreu o choque havia sido "completamente renovada" em maio de 2025, após um investimento de 700 milhões de euros (R$ 4,3 bilhões). O ministro afirmou que houve "má sorte" no impacto entre dois trens que circulavam quase "em paralelo".
"O trem Alvia colidiu com um ou vários vagões do Iryo que haviam invadido a sua via, sendo lançado para um barranco, onde ocorreu a maior parte das vítimas", declarou Puente.

Ele ressaltou que "não se pode especular se a causa está no material de circulação ou nas vias" e disse que especialistas consultados estão "muito surpresos" com o ocorrido, aguardando o avanço da investigação.
O ministro informou ainda que 53 pessoas viajavam nos vagões que caíram de uma altura de cerca de quatro metros e que iria ao local para acompanhar a situação e prestar apoio às vítimas.
Segundo informou o Administrador de Infraestruturas Ferroviárias (Adif), o acidente aconteceu quando um trem Iryo, que fazia o trajeto Málaga–Madri, saiu de sua via e invadiu o trilho adjacente, provocando o descarrilamento de outro trem, que seguia de Madri para Huelva. Entre as vítimas fatais está o maquinista do segundo trem, que era um modelo Alvia da operadora pública Renfe.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, declarou estar "muito atento ao acidente" e afirmou que "o governo está trabalhando com as autoridades competentes e os serviços de emergência para auxiliar os passageiros".
