Lançar um ataque contra o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, seria desatar "uma guerra em grande escala" contra o país persa, afirmou neste domingo (18) o presidente Masoud Pezeshkian.
"Atacar o líder supremo do nosso país equivale a uma guerra em grande escala contra a nação iraniana", escreveu o presidente em sua conta no X, responsabilizando os Estados Unidos pelos problemas do povo iraniano.
"Se há dificuldades e sofrimentos na vida do querido povo iraniano, uma das principais causas é a hostilidade de longa duração e as sanções desumanas do governo dos EUA e de seus aliados", disse.
As declarações de Pezeshkian surgem em meio às repetidas ameaças do líder americano, Donald Trump, de intervir militarmente no país persa, após protestos antigovernamentais mortais, que Teerã conseguiu controlar.
Protestos no Irã
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
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