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Delcy Rodríguez alerta que forças externas 'trabalham pela divisão' e pede união do povo venezuelano

A presidente encarregada reafirmou o pedido pela libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores.
Delcy Rodríguez alerta que forças externas 'trabalham pela divisão' e pede união do povo venezuelanoJimmy Villalta / VWPics / Legion-Media

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez no sábado (17) um apelo para que os venezuelanos permaneçam unidos, afirmando que tanto o extremismo interno quanto forças externas "trabalham pela divisão do povo".

Durante uma visita à Comunidade Heroínas de la Patria, em Fuerte Tiuna, área afetada pela recente agressão dos Estados Unidos, Rodríguez disse que a melhor resposta à tentativa de desunião é calma, paciência e prudência estratégica.

Ela destacou que a Venezuela é um país de libertadores e pediu que o povo continue dando exemplos históricos de superação das dificuldades. "Que nada nos derrube, que nada nos derrote, e que o espírito de Bolívar, um espírito vitorioso e inquebrantável, seja o espírito da Venezuela de hoje", afirmou.

Rodríguez também falou sobre ações de assistência social em andamento, focadas em oferecer apoio psicológico e alimentação à população diante dos impactos da agressão. Além disso, anunciou a criação de dois fundos soberanos para reduzir desigualdades sociais, informando que os detalhes serão divulgados conforme houver recursos.

Por fim, a presidente encarregada reiterou o pedido pela libertação do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, reforçando que esse é o desejo do povo venezuelano: que ambos retornem ao país.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • Os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano no dia 3 de janeiro. A operação terminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente frente às acusações de narcoterrorismo, em 5 de janeiro, em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse em 5 de janeiro como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitas lideranças da comunidade internacional, entre elas as da Rússia e da China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa.
  • O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.