
Chanceler da Alemanha critica trabalhadores por ficarem doentes

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou neste sábado (17) que o número de afastamentos por doença no país é alto demais e defendeu a abertura de um debate sobre possíveis mudanças no sistema de licenças médicas. A declaração foi feita durante um ato de campanha em Bad Rappenau, segundo informou o jornal alemão Tagesspiegel.
De acordo com Merz, trabalhadores na Alemanha acumulam, em média, cerca de 14 dias de licença médica por ano.

"São quase três semanas em que as pessoas na Alemanha não trabalham por razões de doença. Isso está realmente correto? Isso é realmente necessário?", questionou.
Incentivos ao trabalho
No discurso, o chanceler afirmou que é preciso discutir formas de criar incentivos para que a população frequente mais o local de trabalho. Merz criticou a possibilidade de obtenção de licença médica por telefone, em vigor desde 2021.
Merz reconheceu que a medida foi "justificada durante a época do coronavírus", mas disse que o tema precisa ser reavaliado.
O chanceler afirmou ainda que o objetivo é alcançar "um maior rendimento econômico global do que o que conseguimos atualmente" no país.
Economia e mercado de trabalho
Em outras declarações, Merz classificou a situação econômica alemã como "muito crítica" e afirmou que o país deixou de ser suficientemente competitivo.
O chanceler disse que políticas como a busca por maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a semana de quatro dias não permitem "seguir desenvolvendo" a economia alemã.
O chanceler também defendeu a criação de incentivos para que as pessoas trabalhem por mais anos, destacando que nem todas as ocupações exigem esforço físico elevado.

