Alemanha, França, Reino Unido e UE reagem a ameaças tarifárias de Trump ligadas à Groenlândia

Líderes europeus rejeitaram a imposição de tarifas, defenderam a soberania e indicaram uma resposta coordenada da Europa diante do anúncio da Casa Branca.

A Alemanha, a França, o Reino Unido e a União Europeia se posicionaram contra o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas sobre produtos de países europeus que enviaram militares à Groenlândia.

O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, afirmou que Berlim "tomou nota das declarações do presidente estadounidense" e mantém "estreitas consultas com seus parceiros europeus", acrescentando que os países do bloco poderão preparar "as respostas adequadas a seu devido tempo", informou a imprensa alemã.

Na França, o presidente Emmanuel Macron classificou as ameaças tarifárias como "inaceitáveis". Em publicação na rede social X, declarou que "nenhuma intimidação nem ameaça poderá influir-nos" e afirmou que a Europa responderá "de maneira unida e coordenada" caso as medidas sejam confirmadas. Macron reforçou que a participação francesa em exercícios na Groenlândia está ligada à "segurança no Ártico e nos limites da Europa".

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, também criticou a iniciativa e a definiu como "errônea". Em comunicado citado pela BBC, afirmou que a Groenlândia "faz parte do Reino da Dinamarca" e que "impor tarifas a aliados por reforçarem a segurança coletiva da OTAN é completamente errôneo". Starmer disse ainda que tratará do assunto "diretamente com a administração norte-americana".

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou que as tarifas "minam as relações transatlânticas" e poderiam levar a "uma perigosa espiral descendente". Em mensagem no X, reiterou que a integridade territorial e a soberania são princípios "essenciais" para a Europa e afirmou que o bloco permanecerá "unido, coordenado e comprometido com a defesa de sua soberania".

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