Suécia condena pressão de Trump e reage a anúncio de tarifas ligadas à Groenlândia

Primeiro-ministro Ulf Kristersson afirmou que Estocolmo não aceitará chantagem dos Estados Unidos e defendeu uma resposta conjunta da União Europeia.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, declarou neste sábado (17) que o país não aceitará pressões dos Estados Unidos em meio às tensões envolvendo a Groenlândia, após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar a imposição de tarifas comerciais a países europeus. A medida foi associada à presença militar europeia na ilha.

Em publicação na rede social X, Kristersson manifestou solidariedade à Dinamarca e à Groenlândia.

"Não nos deixaremos chantajear. Só a Dinamarca e a Groenlândia decidem sobre questões que afetam a Dinamarca e a Groenlândia. Sempre defenderei meu país e nossos vizinhos aliados", escreveu.

Resposta europeia

Segundo o premiê sueco, o tema envolve diretamente a União Europeia e afeta mais países além dos citados inicialmente por Washington. Kristersson afirmou que a Suécia mantém "intensas conversas" com outros membros da União Europeia, além da Noruega e do Reino Unido, com o objetivo de articular uma resposta conjunta.

Mais cedo, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão impor uma tarifa de 10% sobre todos os produtos importados de países europeus que enviaram forças militares à Groenlândia. De acordo com o presidente, a medida entra em vigor em 1º de fevereiro de 2026 e será elevada para 25% a partir de 1º de junho.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump citou países da OTAN como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. Ele afirmou que militares desses Estados "viajaram" à Groenlândia "com fins desconhecidos", o que, segundo ele, criou "uma situação muito perigosa para a segurança e a sobrevivência" do planeta.

Trump acrescentou que as tarifas permanecerão em vigor "até que se alcance um acordo para a compra completa e total da Groenlândia". O presidente também reiterou que os Estados Unidos consideram a ilha estratégica para o projeto de defesa antiaérea conhecido como "Domo de Ouro".

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