Em mais um gesto de endurecimento contra Teerã, Trump declarou que é hora de buscar uma nova liderança no Irã, reacendendo o debate sobre o futuro político do país e seu papel na região.
Neste sábado (17), o presidente americano defendeu o fim dos 37 anos de governo do aiatolá Ali Khamenei.
"É hora de buscar uma nova liderança no Irã", disse Trump à Politico, no momento em que os protestos em massa no país parecem ter perdido força.
Irã vive onda de protestos em meio à incitação ao caos vinda do exterior: o que se sabe?
Na terça-feira, Trump incentivou os iranianos a continuarem protestando e a "assumirem o controle das instituições", afirmando que "a ajuda está a caminho". Pouco depois, mudou o tom e disse ter sido informado de que a violência havia cessado.
"Valorizo profundamente o fato de que todos os enforcamentos programados para ontem (mais de 800) tenham sido cancelados pelos líderes do Irã. Obrigado!", escreveu Trump em seu perfil na Truth Social.
Protestos no Irã
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.