Em Copenhague, novas manifestações ocorreram contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus planos de anexar a Groenlândia, informou neste sábado a emissora dinamarquesa DR.
Na praça da Prefeitura da capital, multidões ocuparam o espaço público, exibindo bandeiras em sinal de apoio à ilha.
Do local, os manifestantes seguiram até a proximidade da Embaixada dos EUA. "Vimos imagens da multidão se estendendo até o fundo da praça da Prefeitura", relatou um repórter da emissora.
A marcha continuou até a sede diplomática americana, onde discursos e apresentações musicais reforçaram a solidariedade com a Groenlândia.
Nas ruas, os gritos se repetiam: "Ianques, vão para casa" e "Groenlândia não está à venda".
As mobilizações não se limitaram à capital. Em Aarhus, os atos continuaram na tribuna da cidade, onde o prefeito Anders Winnerskjold afirmou que "A Groenlândia e o governo dinamarquês estão sob forte pressão".
"Queremos mostrar que a Groenlândia não está sozinha. Estamos ao lado do povo groenlandês e hoje são muitos os que dão apoio a eles", disse o prefeito.
Julie Rademacher, presidente da Uagut, organização de groenlandeses na Dinamarca, destacou: "Sou muito grata pelo enorme apoio que recebemos. Estamos mandando uma mensagem ao mundo: todos precisam despertar".
"Groenlândia e os groenlandeses se tornaram, involuntariamente, a linha de frente da luta pela democracia e pelos direitos humanos", acrescentou Rademacher.
Segundo estimativas da Reuters, milhares de pessoas participaram das marchas "Mãos fora da Groenlândia" em diferentes cidades do país, entoando palavras de ordem em defesa da ilha e agitando a bandeira vermelha e branca Erfalasorput, símbolo da identidade groenlandesa.
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