Autoridades de Israel avaliam que os Estados Unidos podem lançar em breve um ataque contra o Irã, informou o portal Axios nesta sexta-feira (16).
Apesar da demora, autoridades israelenses acreditam que um ataque militar dos Estados Unidos ainda pode ocorrer nos próximos dias, escreve o veículo. Por sua vez, autoridades americanas afirmam que a opção militar "continua sobre a mesa" caso a República Islâmica assassine manifestantes.
Segundo uma fonte israelense, além da preocupação com possíveis retaliações, o plano atual de Washington inclui ataques contra alvos das forças de segurança iranianas. Em Israel, porém, a avaliação é de que isso não seria forte o suficiente para desestabilizar de forma significativa o governo do país persa.
Sobre os preparativos, fontes dos EUA dizem que o Pentágono está enviando capacidades defensivas e ofensivas adicionais para a região, a fim de estar pronto caso o presidente Donald Trump ordene um ataque.
Nesse contexto, o porta-aviões Abraham Lincoln e seu grupo de combate seguem para o Oriente Médio a partir do mar da China Meridional. Também é esperado o envio de mais sistemas de defesa antiaérea, caças e possivelmente submarinos, detalha o veículo.
No mesmo sentido, o Axios lembra que o diretor do serviço de inteligência externa de Israel (Mossad), David Barnea, chegou aos Estados Unidos para manter conversas sobre a situação no Irã. Ainda assim, não está claro se ele vai se reunir com Trump em Mar-a-Lago durante o fim de semana.
Por outro lado, alguns funcionários avaliam que a crise atual pode levar as autoridades iranianas a fazer concessões que antes sequer aceitavam discutir, especialmente em relação ao programa nuclear, aos mísseis e aos grupos aliados, aponta o portal.
Protestos no Irã
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
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